WITCHCRAFT
(SABATH)
Antigos cânticos escorrem
Das paredes musgosas.
A Catedral, silenciosa,
Esconde seus vitrais.
A vida está toda prevista
No colorido das vidraças.
Nos olhos das corujas
O instante de pavor de outras aves.
Não há gritos de "parem as máquinas".
A respiração suspensa,
O ar pesado e o silêncio.
Na nave, no altar, cobertos
De ervas e insetos, a marca
De antigas oferendas, antigos rituais.
Os pequenos roedores
Passeiam com ares de cristãos.
O confessionário caído
Lembra um túmulo pagão.
Não há mais ícones, não há necessidade.
A Catedral ruída, por si só simboliza
Todos os antigos medos.
A construção é apenas uma silhueta
Contrastada pela Lua.
Não saiam da casa!
A noite é das Bruxas. |