TEU PRIMEIRO
Quem primeiro te amou asceta
Aparvalhado pela tua beleza simples
Quando ainda corria descalça
Pelos quintais de reinos díspares?
Quem te acompanhou exegeta
Quando travavas teus primeiros contatos
Com a arte dos homens, seus ritos, seus quadros,
Quanto te assustaste com a dialética?
Quem admirou tuas façanhas
E esculpiu teus monolitos de pedra?
Quem te transformou de figura tacanha
Nessa mulher admirada e invejada?
Não digas nada, por enquanto é cedo.
Não vês que eu ainda me borro de medo?
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