SONETO PERDIDO
Você está brincando com o meu rosto
Modelando expressões que eu desconhecia,
Essa coisa de dor, ciúmes, remorso...
D'onde você inventa essas caras, d'onde as tira?
Eu que era tão sério, sóbrio e moço
Estou agora tão moço, ébrio e vago louco
Pelas ruas das tuas cidades de brinquedo
Pensando em Goethe e Bertolt Brecht sem conhecê-los.
As idéias estão ficando vagas, vagas, vagas.
Deus! Onde foi parar aquele fio de idéia
Que estava guiando meu raciocínio?
Não sei porque ainda acredito
Que possa vir a ser um grande poeta
Se estou de calças curtas, tropeçando nas idéias
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