Introdução
O Convite
Dedicatória
Prefácio
Sobre o Autor
Cântico XI
Poemas
Xerófitas
Levante
Noite
Assombração
Belém
Circunferências...
Botação
Depois do...
Drummond, meu ...
Da Pedra
Et nunc, et semper
Credo Corpóreo
Insônia
Witchcraft
Paixão
O Repouso do...
Cupido e Psiquê
Saudade
A Proposta ...
A Resposta ...
Elegia...
Hai Kai
Mais Um Poema...
Noturno
Magna Vermis
Teu Primeiro
O Circo Capitalista
Comédia
Soneto Perdido
Basta!
Soneto Green...
Possessão
A Anunciação
Ainda a Saudade
Loucura
Espectros
Verbi Gratia
Delírios
Traições |
POSSESSÃO
As trevas engolfam-me
Lentamente, Tomando todo o meu lado direito.
Consomem-me não sem resistência
Mas com o meu consentimento.
E eu consinto somente porque
As trevas me dispensam das palavras
E eu estou num daqueles momentos
Em que tudo que quero é o silêncio
E até a palidez daqueles que não dizem nada.
Quero ser o observador imparcial do mundo.
Não quero ser juiz, nem crítico.
Quero estar livre de ter que me expressar
E dar minha opinião pessoal sobre esta zona.
Eu quero ser possuído
(E imagino uma entrega total da minha alma)
Pelo teu amor. Serei complacente.
Conivente com a tua invasão e dominação.
Até te chamarei bendita
E saudarei tuas tropas.
Desde que você conheça meu silêncio
E o respeite.
E me absolva.
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