Introdução
O Convite
Dedicatória
Prefácio
Sobre o Autor
Cântico XI
Poemas
Xerófitas
Levante
Noite
Assombração
Belém
Circunferências...
Botação
Depois do...
Drummond, meu ...
Da Pedra
Et nunc, et semper
Credo Corpóreo
Insônia
Witchcraft
Paixão
O Repouso do...
Cupido e Psiquê
Saudade
A Proposta ...
A Resposta ...
Elegia...
Hai Kai
Mais Um Poema...
Noturno
Magna Vermis
Teu Primeiro
O Circo Capitalista
Comédia
Soneto Perdido
Basta!
Soneto Green...
Possessão
A Anunciação
Ainda a Saudade
Loucura
Espectros
Verbi Gratia
Delírios
Traições |
O REPOUSO DO GUERREIRO
Existe a hora de nascer,
Quando a palavra invocação
É soprada na boca do ser
Por onde outras palavras sairão.
O lodo se concentra nos bueiros.
Os homens multiplicam-se pelas casas.
A catarse purifica os elementos
Depois de travadas longas batalhas.
Aquele que saiu volta logo,
Ninguém é dono de si mesmo.
Todo epitáfio é novo prólogo,
Os últimos dias ainda serão os primeiros.
A boca flácida não retém mais o beijo.
A saliva não tem mais o gosto do amor.
Fecho os olhos e não vejo
A forma que outrora me cegou.
Longe, longe da fumaça
Um leito seco se dissolve.
Gershwin toca na vitrola.
Esta é a hora em que um bravo morre.
|
|