Introdução
O Convite
Dedicatória
Prefácio
Sobre o Autor
Cântico XI
Poemas
Xerófitas
Levante
Noite
Assombração
Belém
Circunferências...
Botação
Depois do...
Drummond, meu ...
Da Pedra
Et nunc, et semper
Credo Corpóreo
Insônia
Witchcraft
Paixão
O Repouso do...
Cupido e Psiquê
Saudade
A Proposta ...
A Resposta ...
Elegia...
Hai Kai
Mais Um Poema...
Noturno
Magna Vermis
Teu Primeiro
O Circo Capitalista
Comédia
Soneto Perdido
Basta!
Soneto Green...
Possessão
A Anunciação
Ainda a Saudade
Loucura
Espectros
Verbi Gratia
Delírios
Traições |
O CIRCO CAPITALISTA
A platéia sorri extasiada
O espetáculo prossegue incólume
Não seria a queda de um trapezista
Que traria ao público o medo da morte.
Alguém se lembra, no fim do espetáculo,
De recolher o corpo da arena
Colocam-no, displicentemente, num dos carros
Envolto num pedaço de lona da tenda
Circo pobre em contenção de despesas
Não podia contar com melhor sorte
Eliminou-se os gastos com o trapezista
E o acidente atrairá um público enorme
O dono do circo sorri seboso
Elaborando um plano indecente:
Um figurante por noite garante
A engorda rápida do meu bolso.
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