MAGNA VERMIS
Acostuma-te à lama que te cerca,
Pois, antes que apodreças e deixes de existir,
Rastejarás de ventre, comerás pó e terra,
Eis que és o que és: Magna Vermis
Da amorfa forma, da protêica sopa
Tomaste forma, vida e força
Mas, insaciável, saíste em busca
Do Mánah, do Néctar, da Fruta.
Com a tua fome incessante de estrelas
Condenaste teus irmãos, teu planeta.
Agora devora-te a ti mesma.
Terra, água, fogo e ar, nada mais te alimenta.
Mas não te julgo, não mais.
Peço, até, que perdoes minha eloqüência.
Há muito tornei-me teu igual; perdi a consciência
E tomei a tua forma: Magna, magna, magna Vermis.
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