LEVANTE
A Amazônia levanta-se indignada.
O Amazonas, o rio Negro, o Tocantins,
Correm-lhe pelo corpo, arrepiada,
Manchando o carpete cinza.
Uirapurus e peixes-boi
De barriga para cima agonizam
Enquanto a Mãe se altera
E tenta salvá-los com mão de ferro.
A Amazônia vai à America do Norte
E lá radicaliza sua histeria
Pisando a Casa Branca
Com o furor das mães de santo,
Dos bêbados, dos poetas e dos ilusionistas.
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