CREDO CORPÓREO
Teus braços abertos
São a cruz em que me crucifixo
Em busca do Eterno
Mar de ondas, Suicídio.
Escorre em tuas pernas
Uma água abençoada
Que me ameniza as penas
Enquanto me maltrata.
Impões o credo na tua igreja
Enquanto meu corpo dilata
E arde ateu. Se alimenta
Do teu. Hóstia.
Eu, herege, rezo com furor
A oração que tu me ensinaste,
Tatuada no teu corpo
Como a marca da tua "PAX".
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